Que Venha 2017!

O ano que está terminando, convenhamos, foi difícil. Golpes políticos e de afrontas a direitos sociais, previdenciários e trabalhistas, crescimento, em escala global, de forças políticas de direita, perdas de lideranças democráticas e de décadas de luta pelos direitos humanos, enfim, um ano que parece não querer terminar…

Sabemos, entretanto, que a história é um processo aberto, marcada pelo movimento e pela dialética, em que realidades existentes trazem princípios de sua superação, ensejando novas realidades.

Assim, sobre cada terreno histórico herdado, homens e mulheres, em meio a muitas determinações (econômicas, sociais, políticas, culturais), modificamos os contextos em que nos inserimos, dando origem a novas circunstâncias. E a vida segue.

Nasci em um 31 de dezembro e, na infância, pensava que meu aniversário demorava mais a chegar, pois era só no final do ano…

Cresci e percebi que o tempo – essa variável que pesa sobre os ombros e mostra suas marcas de tantas maneiras – é relativo. São nossas práticas, sonhos, projetos e escolhas, todas socialmente determinadas, que nos põem em movimento e nos desafiam.

O ano que se aproxima certamente será de muitos enfrentamentos, em defesa da democracia, de resistência contra as perdas de direitos já em curso e as que ainda nos serão “oferecidas”. Por outro lado, haverá inúmeras possibilidades para que atuemos em nosso chão, buscando reconstruir o que for possível e ousar, para além daquilo que tentam nos dizer ser inevitável e “natural”.

Certa vez, perguntaram a Karl Marx sobre qual era seu ideal de felicidade e ele respondeu “lutar”. Sigamos, pois, nessa trilha, da forma que for possível.

Nem só de pão vive o homem, nem só de eleições vive a política, nem só como substantivo existe o poder, pois, antes de tudo, poder é ação, é verbo, é capacidade para interferir nos caminhos em que se está.

Que venha 2017! Estaremos aí, em todas as praças, redes e espaços, nos debates públicos e prontos para as intervenções que a história nos permitir atuar. Sejamos agentes, não pacientes.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s