O que penso sobre os desafios para Uberlândia

Uberlândia precisa avançar muito, politicamente falando, em termos de transparência e modelo de administração pública, em todos os setores, tendo como princípios o respeito ao cidadão e a prioridade às camadas mais pobres da população, que são as que mais precisam dos serviços públicos.

Essa transparência deve ser um eixo organizador geral, sem o qual, mesmo que haja uma democracia formal (poder votar e poder ser votado), a participação política e o acesso aos direitos civis, políticos e sociais ficam aquém do desejável e do necessário para uma efetiva democracia.

Explico-me um pouco melhor.

Direitos civis se referem à possibilidade de ir e vir, ao livre pensamento, à celebração de contratos idôneos e legais e ao acesso à justiça.  São direitos mais de ordem individual.

Direitos políticos dizem respeito à prerrogativa de participar do poder institucional (governo, parlamento), principalmente por meio do voto (votando, ou sendo votado), à possibilidade de se reunir e de se organizar na luta por reivindicações, justiça social e cobrança daquilo que se faz com os recursos públicos.

Direitos sociais significam a efetividade de acesso a um mínimo de bem-estar e segurança para todos.

Será que nossa cidade é um espaço em que esses direitos existem e são, de fato, disponibilizados para todos? Sabemos que não. Temos que mudar muita coisa para que se viva, realmente, uma situação como a que decorre dessas noções de direitos para todos.

Claro que vários aspectos relacionados a esse objetivo estão além da capacidade ou esfera do poder local. Aliás, em nossa sociedade (não só no âmbito nacional, mas mundialmente falando) as desigualdades socioeconômicas são os obstáculos principais que dificultam uma plena cidadania para a maioria da população. Apenas em segundo plano estão colocadas as determinações político-institucionais quanto a isso.

Por outro lado, o poder público local (Prefeitura, Câmara Municipal e instrumentos de democracia participativa, como as conferências de saúde, educação, cultura etc.) pode – sem dúvida – contribuir para que os direitos civis, políticos e sociais sejam respeitados e praticados também pelos que mais necessitam de ações, programas e projetos (políticas públicas) que mudem o jeito de se produzir o espaço urbano.

Falarei um pouco sobre três grandes desafios que me parecem os mais urgentes quanto ao enfrentamento e soluções: um espaço urbano mais justo e com mobilidade para todos; uma educação pública municipal de qualidade para estudantes, suas famílias e os profissionais que nela atuam; uma assistência médica (SUS) inclusiva, eficiente e pública. Tudo isso administrado com democracia, seriedade com a coisa pública e muita transparência.

.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s